Um pouco da minha vida.

E meus pensamentos...

Nem tudo são flores

Posted by on Jul 14, 2014 in Maternidade, Pensamentos, Vivi | 0 comments

Pode parecer que a maternidade é linda, feliz e te completa, mas nem tudo são flores.

Hoje, grávida do segundo filho, com um bb de mais de 2 anos me sinto feliz como mãe, mas não foi sempre assim e só o Pedro sabe.

A gente esconde os problemas de nós mesmas, né? Mas tem horas que a gente explode, chora, xinga, briga com a sombra (mais com o marido) e não entende porque, todo mundo fala do amor incondicional, que a maternidade é linda e todas as frases lindas (e batidas) sobre ser mãe.

Mas ninguém te conta que amamentar pode ser super complicado, que você não vai ter tempo para fazer muita coisa (tipo raspar as pernas do banho), que você não vai ter pique para manter a vida sexual (e vai ficar encanada que o marido tem outra), que seus amigos não vão entender que você não pode sair às 20h (isso se você puder sair) e tantas outras coisas que nos irritam e incomodam (pode parecer pouco lendo assim, mas quem vive sabe).

Como ter sentimentos tão opostos em relação a mesma coisa? Tudo bem falar bem da maternidade, do filho, do peso, mas a sociedade não te permite falar mal, não aos quatro ventos, não para todo mundo ouvir. Acho que é medo de desistimular outras mulheres a procriar e a humanidade terminar (hahaha).

Conheci muitas mães depois que o Lucas nasceu e todas elas tiveram seus perrengues, cada uma soube contornar, viver aquele momento sabendo que é isso mesmo, um momento, que passa… Ao conhecer outras mães a gente percebe que não está sozinha, que não é só com nosso filho, conosco, que alguns comportamentos e situações se repetem.

Agora estou numa fase ótima, que o Lucas é mais “independente”, brinca sozinho, aceita ficar com outras pessoas (o pai inclusive) e não mora mais no meu colo, mas nem sempre foi assim.

Foi difícil para mim ficar encantada com a maternidade, mas agora adoro ser mãe, fazer as coisas pelo Lucas, com e para ele. Tenho certeza que serei melhor mãe para o Jorge, pois aprendi muito nesses últimos 3 anos.

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Me, myself and I

Posted by on Jun 26, 2014 in Maternidade, Pensamentos | 0 comments

Já falei em outro post que me tornei ativista, do parto e da amamentação e isso mudou a maneira como vejo o nascimento, a relação mãe e bebê. Depois de alguns embates que vivi entendi que tem pessoas que querem ser ajudadas e mudar e outras não. Porém hoje, ao ler que uma “famosa”arrancou o filho da barriga para que não fosse de determinado signo e o bebê foi parar na UTI, preciso me manifestar.

Será que não percebemos o quão egoístas somos? A maioria das mães marca sua cesárea por motivos puramente egoístas: não ser (ou ser) de determinado signo, para não sentir dor (oi?), para que a data fique mais bonita (11/11/11), porque os avós moram longe, porque tem copa, porque é Natal e posso ficar aqui falando um monte de motivos sem motivos… Percebeu o egoísmo?

Não é apenas no nascimento que o egoísmo aparece, na amamentação também está presente. Se a mãe quer sair com o pai, ou com as amigas, como faz se está amamentando? Não pode deixar de ir a um evento qualquer e ficar com seu filho que necessita fisiologicamente da mãe (nem vou falar do psicológico). As pessoas ficam loucas para voltar a ter a vida de antes de seus filhos nascerem, mas não tem volta, desculpe te decepcionar.

Outra questão é o sono. Tem mãe que quer que o filho durma sozinho a noite toda no bercinho no outro quarto. Coitado desse bebê, que até ontem estava ali dentro do ventre quentinho e cheio de barulhinhos. Entendo que dormir é bom, necessário inclusive, mas o bebê também tem necessidades (como mamar, carinho, calor humano) e uma hora ele começa a dormir mais tempo, não tem porque apressar.

Eu demorei para me convencer que poderia ser mãe por me achar extremamente egoísta e entender que um filho precisa mais de nós que nós mesmos. Claro que tive meu momento de egoísmo depois que o Lucas nasceu, afinal somos humanos e temos nossas necessidades, mas não podemos mais pensar apenas em nós mesmos.

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Para mudar o Brasil é preciso mudar a forma de nascer!

Posted by on May 30, 2014 in Maternidade | 0 comments

Uma pesquisa realizada durante anos com mulheres que tiveram seus bebês em maternidades públicas e privadas do Brasil revela um raio-x bem ruim da nossa assistência. A pesquisa se chama Nascer no Brasil e foi realizada pela Fio Cruz.

Os números já não são novidades, 52% de taxa de cesariana (sendo 88% nos hospitais privados), mas a divulgação e repercussão que este estudo está tendo me fazem sonhar com mulheres questionando seus obstetras, a página do Estuda Melania, estuda! fora do ar de tanto acesso.

É, é um sonho, mas se conseguimos mudar o pensamento de uma mulher já é uma vitória. Nesses meus anos (poucos) de ativismo do parto percebi que casa mulher tem seu tempo, tem aquelas que demoram a entender, tem aquelas que logo sacam e tem aquelas que não querem saber.

Para estas últimas a única coisa que posso desejar é que tudo corra bem, que mãe e bebê saiam bem de uma cirurgia de médio porte e sejam tratados com respeito em todo processo.

Para as demais digo: EMPODERAMENTO. É só ver a discussão da Leilane com o Raphael Câmara, obstetra carioca. Contra fatos não há argumentos…

Quem quiser saber mais sobre a pesquisa:

Site da FioCruz: https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/pesquisa-revela-numero-excessivo-de-cesarianas-no-pais

Leilane dando show: http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/todos-os-videos/v/raphael-camara-fala-sobre-grande-numero-de-cesarianas-no-pais/3381400/

Época: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/cristiane-segatto/noticia/2014/05/o-delirio-da-bcesarianab.html

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Do que precisam os bebês?

Posted by on May 28, 2014 in Maternidade, Pensamentos | 0 comments

Faço parte de vários grupos no Facebook, dentre eles um de compra e venda de coisas de bebê. Hoje vi dois posts de mães procurando por cadeirinha que treme e móbile para berço. Ai me peguei pensando: mas precisa mesmo?

As listas de chás de bebê são surreais, se você for comprar tudo que pedem provavelmente vai gastar muito dinheiro e não usar nem metade. Tem coisa que ninguém fala para comprar, como inalador, e que você precisa muito (aqui usamos desde que o Lucas era bem pequeno até hoje).

Voltando ao que motivou o post, além da cadeirinha e do móbile não serem muitos baratos eles afastam a mãe da criança. Sou materna, acredito na criação com a apego, no colo, no peito e esses itens especificamente vão exatamente contra esses princípios.

Um bebê precisa de colo, de carinho, de amor, não precisa de coisas, de brinquedos, de cadeirinha, não tem que dormir a noite toda em seu quarto sozinho. Adoro o Dr. Carlos Gonzales (mas não quer dizer que concorde e siga tudo que ele fala), ele tem uma visão humana de como educar as crianças, entende que elas são únicas, que você não pode padronizá-las. Hoje também recebi link para essa entrevista dele.

Vamos refletir sobre as reais necessidades de nossos pequenos, onde e como gastamos nosso dinheiro, com o que devemos nos importar desde a barriga.

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Os terríveis dois anos!

Posted by on May 23, 2014 in Meu Filho, Vivi | 0 comments

Lembro de um post do blog Cientista que Virou Mãe há algum tempo e foi bem o que senti hoje. O post chama Terrible two?! Corram para as colinas, fujam para as montanhas! e foi exatamente esse sentimento que tive hoje: fugir!

Lucas acordou “dá pá virada”, não queria comer, resolveu me bater porque não queria assoar o nariz, jogou a calça longe, chorou, brigou, correu, pulou, tudo isso antes das 9h da manhã. Eu já estava ligando pra excursão materna para as montanhas, mas chegou a hora da natação.

Lá fomos nós pra piscina, quando cheguei lá percebi que tinha esquecido metade das coisa em casa, mas bora fazer o menino gastar energia. Ele pulou, nadou, mergulhou e até respirou sozinho (tirou a cabeça da água, respirou e continuou nadando), coisa que nunca tinha feito antes. Outras mães e até a tia comentaram que ele estava ligado no 220.

Os dois anos são assim, cheio de novidades, cheio de dias difíceis, mas com muita fofice. A gente mistura sentimentos, tem hora que quero esmagar ele de tanta gracinha, mas dá vontade de sair andando e deixar o filho fazendo sua birra no meio da rua ou em casa mesmo.

Dizem que essa fase é complicada por que eles, os pequenos, já sabem o que querem (principalmente o que não querem), mas ainda não conseguem se expressar, ou pior, ficam frustrados por não conseguir (acontece com todo mundo).

O bom é que como toda fase passa e nós mãe entoamos o mantra: vai passar, vai passar!

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Desfraldar ou não desfraldar, eis a questão!

Posted by on May 22, 2014 in Maternidade, Meu Filho | 2 comments

Lucas está com 2 anos e 3 meses, um belo dia ele disse que não queria fralda, queria cueca. Na hora pensei: é o sinal! Foi dada a largada para o desfralde, naquele final de semana limpamos muito xixi, mas achava que devia ser normal.

Avisei na escola e elas prontamente iniciaram também o desfralde, todas as roupas vieram molhadas naquele dia e em todos os outros.

Depois de alguns dias Lucas voltou a pedir pela fralda, não queria mais a cueca e aquilo que parecia fácil e certeiro começou a ficar difícil e duvidoso.

Ontem conseguimos fazer dois xixis no penico, coisa que nunca havia acontecido antes, fiquei toda contente e pensei: agora vai, mas hoje depois de horas levando-o ao banheiro a cada 20 minutos e o xixi sair na calça percebi que ele não está pronto. Conversando com as amigas uma me indicou ler a parte que fala de desfralde no livro da Laura Gutman, lá fui eu achar o livro e ler.

Me encontrei, encontrei as respostas, percebi que o que ela diz faz muito mais sentido do que o xixi no chão da sala e as roupas molhadas da escola. Estamos (e permaneceremos) de fralda, quando chegar a hora dele vai ser fácil, não vai escapar tanto xixi, não vai precisar levar de 20 em 20 minutos no banheiro.

Ah, se ele estiver mesmo pronto a chegada do irmão não vai atrapalhar.

Copio aqui uma parte do texto:

“Cabe perguntar por que os adultos ficam tão ansiosos e se preocupam tanto com a conquista desta habilidade, que, como acontece com outros aspectos do desenvolvimento normal das crianças, será alcançada na hora adequada, ou seja, quando a criança estiver madura.

Não se aprende a controlar os esfíncteres por repetição, como acontece quando se trata de ler e escrever. A criança adquire o controle naturalmente, quando está pronta, assim como aprende a andar e a usar a linguagem verbal.”

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