Um pouco da minha vida.

E meus pensamentos...

2 anos e 6 meses

Posted by on Aug 7, 2014 in Meu Filho, Vivi | 0 comments

Na segunda Lucas completou 2 anos e 6 meses, nossa como o tempo passou… Lembro de falar aqui no blog sobre descobrir o sexo do bebê, do parto, dos problemas, das alegrias, do Lucas ser high-need, hoje isso parece tão distante, temos outras questões, outros problemas.

Agora me preocupo com o desfralde, com a chegada do irmão, com sua fala, seu comportamento.

Mas vejo que ele é um menino educado, obediente, que come bem, que conversa, brinca (sozinho e com outras crianças), é carinhoso. Fico feliz de perceber que estamos fazendo um bom trabalho como pais, por mais complicado que seja, cansativo, hoje fico orgulhosa de conseguir desfraldar sem traumas, sem bagunça.

Como “presente” ele mudou de turma na natação, foi para os iniciantes, não tem mais a mamãe com ele na piscina. Ele ama nadar e se dá super bem nessa atividade, que ajuda em seu desenvolvimento motor, nos problemas respiratórios, na socialização e agora na separação da mãe, que é muito importante diante da chegada do irmão.

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Desfralde legal!

Posted by on Aug 6, 2014 in Meu Filho, Vivi | 0 comments

Não tem muito tempo falei aqui no blog sobre esperar o tempo do filho para começar o desfralde e o quanto a Laura Gutman me ajudou a entender isso. O post anterior está aqui.

Lucas estava com 2 anos e 5 meses em pleno inverno, mas experimentamos uma nova relação com o desfralde, mais tranquila e fluida. Esperar o tempo certo faz com que o clima influencie pouco (ou nada na verdade) no desfralde.

Como o Lucas entrou de férias em Julho aproveitamos para passar uns dias em São Paulo, curtindo um frio. Depois que voltamos resolvi tentar novamente o desfralde, mas nos primeiros dias coloquei fralda de pano com 1 absorvente apenas e ficava perguntando de tempos em tempos se ele queria ir ao banheiro, em alguns momentos deu certo em outros não. Com essa fralda fica fácil colocar e tirar, além de ficar bem mais úmido caso faça xixi na fralda e não vazar (quer dizer, se forem muitos xixis vaza, mas menos que na cueca).

Não vou mentir, teve um dia que fiquei bem brava com ele, pois depois de um tempão perguntando se ele queria ir ao banheiro e ele negando, o lindão olhou para mim e disse: já fiz. Percebi que ele sabia quando queria fazer xixi e mesmo assim estava fazendo na calça. Conversei com ele e continuamos nossa caminhada.

Um dia estávamos no shopping e escolhemos juntos novas cuecas (do Batman, é claro), no dia seguinte colocamos a dita e pronto, nenhum escape, nenhum xixi na cueca do Batman. Boa parte do tempo tínhamos que estimulá-lo a ir ao banheiro, ficar junto.

Mas as férias acabaram e ele voltou para a rotina da escola. Mandei um recado na agenda falando que ele estava sem fralda, mas que não estava pedindo ainda para ir ao banheiro, apenas respondia ao estímulo ao ser perguntado. Enchi a mochila de calças e cuecas para caso houvessem acidentes.

Quando fui buscá-lo a professora veio a porta me elogiar, dizer que ele tinha feito xixi durante as idas da turma ao banheiro e quando sentiu vontade pediu para ser levado, que eu estava de parabéns por ter esperado o tempo dele e que estava fluindo tudo bem. Ou seja, ele não deixou escapar o xixi nenhuma vez.

Nesses primeiros dias tivemos saídas que coloquei a fralda, por medo mesmo, mas teve um dia que não houve como deixá-l0 de fralda, expliquei que ele não poderia fazer xixi na calça que ia molhar a caderinha do carro, que ele tinha que esperar chegar em casa. Ele disse que estava com vontade ao longo do percurso e eu reforcei que ele tinha que esperar mais um pouco. Chegando em casa ele correu para o penico e fez um monte de xixi. Fiquei feliz em saber que ele está controlando bem o esfíncter.

Estamos nessa vida sem fralda há umas três semanas, saímos, passeamos e a fralda ficou só para as noites, mas acho que logo vão embora também pois acordam sequinha!

Paciência e dar tempo ao tempo são importantes para essa fase, não adianta a escola, a sogra, o marido querem que o filho desfralde, ele vai fazer quando ele estiver pronto. Agora se você quer limpar muito xixi, lavar muita calça fique a vontade para fazer o desfralde no seu tempo e não do seu filho.

 

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Nem tudo são flores

Posted by on Jul 14, 2014 in Maternidade, Pensamentos, Vivi | 0 comments

Pode parecer que a maternidade é linda, feliz e te completa, mas nem tudo são flores.

Hoje, grávida do segundo filho, com um bb de mais de 2 anos me sinto feliz como mãe, mas não foi sempre assim e só o Pedro sabe.

A gente esconde os problemas de nós mesmas, né? Mas tem horas que a gente explode, chora, xinga, briga com a sombra (mais com o marido) e não entende porque, todo mundo fala do amor incondicional, que a maternidade é linda e todas as frases lindas (e batidas) sobre ser mãe.

Mas ninguém te conta que amamentar pode ser super complicado, que você não vai ter tempo para fazer muita coisa (tipo raspar as pernas do banho), que você não vai ter pique para manter a vida sexual (e vai ficar encanada que o marido tem outra), que seus amigos não vão entender que você não pode sair às 20h (isso se você puder sair) e tantas outras coisas que nos irritam e incomodam (pode parecer pouco lendo assim, mas quem vive sabe).

Como ter sentimentos tão opostos em relação a mesma coisa? Tudo bem falar bem da maternidade, do filho, do peso, mas a sociedade não te permite falar mal, não aos quatro ventos, não para todo mundo ouvir. Acho que é medo de desistimular outras mulheres a procriar e a humanidade terminar (hahaha).

Conheci muitas mães depois que o Lucas nasceu e todas elas tiveram seus perrengues, cada uma soube contornar, viver aquele momento sabendo que é isso mesmo, um momento, que passa… Ao conhecer outras mães a gente percebe que não está sozinha, que não é só com nosso filho, conosco, que alguns comportamentos e situações se repetem.

Agora estou numa fase ótima, que o Lucas é mais “independente”, brinca sozinho, aceita ficar com outras pessoas (o pai inclusive) e não mora mais no meu colo, mas nem sempre foi assim.

Foi difícil para mim ficar encantada com a maternidade, mas agora adoro ser mãe, fazer as coisas pelo Lucas, com e para ele. Tenho certeza que serei melhor mãe para o Jorge, pois aprendi muito nesses últimos 3 anos.

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Me, myself and I

Posted by on Jun 26, 2014 in Maternidade, Pensamentos | 0 comments

Já falei em outro post que me tornei ativista, do parto e da amamentação e isso mudou a maneira como vejo o nascimento, a relação mãe e bebê. Depois de alguns embates que vivi entendi que tem pessoas que querem ser ajudadas e mudar e outras não. Porém hoje, ao ler que uma “famosa”arrancou o filho da barriga para que não fosse de determinado signo e o bebê foi parar na UTI, preciso me manifestar.

Será que não percebemos o quão egoístas somos? A maioria das mães marca sua cesárea por motivos puramente egoístas: não ser (ou ser) de determinado signo, para não sentir dor (oi?), para que a data fique mais bonita (11/11/11), porque os avós moram longe, porque tem copa, porque é Natal e posso ficar aqui falando um monte de motivos sem motivos… Percebeu o egoísmo?

Não é apenas no nascimento que o egoísmo aparece, na amamentação também está presente. Se a mãe quer sair com o pai, ou com as amigas, como faz se está amamentando? Não pode deixar de ir a um evento qualquer e ficar com seu filho que necessita fisiologicamente da mãe (nem vou falar do psicológico). As pessoas ficam loucas para voltar a ter a vida de antes de seus filhos nascerem, mas não tem volta, desculpe te decepcionar.

Outra questão é o sono. Tem mãe que quer que o filho durma sozinho a noite toda no bercinho no outro quarto. Coitado desse bebê, que até ontem estava ali dentro do ventre quentinho e cheio de barulhinhos. Entendo que dormir é bom, necessário inclusive, mas o bebê também tem necessidades (como mamar, carinho, calor humano) e uma hora ele começa a dormir mais tempo, não tem porque apressar.

Eu demorei para me convencer que poderia ser mãe por me achar extremamente egoísta e entender que um filho precisa mais de nós que nós mesmos. Claro que tive meu momento de egoísmo depois que o Lucas nasceu, afinal somos humanos e temos nossas necessidades, mas não podemos mais pensar apenas em nós mesmos.

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Para mudar o Brasil é preciso mudar a forma de nascer!

Posted by on May 30, 2014 in Maternidade | 0 comments

Uma pesquisa realizada durante anos com mulheres que tiveram seus bebês em maternidades públicas e privadas do Brasil revela um raio-x bem ruim da nossa assistência. A pesquisa se chama Nascer no Brasil e foi realizada pela Fio Cruz.

Os números já não são novidades, 52% de taxa de cesariana (sendo 88% nos hospitais privados), mas a divulgação e repercussão que este estudo está tendo me fazem sonhar com mulheres questionando seus obstetras, a página do Estuda Melania, estuda! fora do ar de tanto acesso.

É, é um sonho, mas se conseguimos mudar o pensamento de uma mulher já é uma vitória. Nesses meus anos (poucos) de ativismo do parto percebi que casa mulher tem seu tempo, tem aquelas que demoram a entender, tem aquelas que logo sacam e tem aquelas que não querem saber.

Para estas últimas a única coisa que posso desejar é que tudo corra bem, que mãe e bebê saiam bem de uma cirurgia de médio porte e sejam tratados com respeito em todo processo.

Para as demais digo: EMPODERAMENTO. É só ver a discussão da Leilane com o Raphael Câmara, obstetra carioca. Contra fatos não há argumentos…

Quem quiser saber mais sobre a pesquisa:

Site da FioCruz: https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/pesquisa-revela-numero-excessivo-de-cesarianas-no-pais

Leilane dando show: http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/todos-os-videos/v/raphael-camara-fala-sobre-grande-numero-de-cesarianas-no-pais/3381400/

Época: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/cristiane-segatto/noticia/2014/05/o-delirio-da-bcesarianab.html

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Do que precisam os bebês?

Posted by on May 28, 2014 in Maternidade, Pensamentos | 0 comments

Faço parte de vários grupos no Facebook, dentre eles um de compra e venda de coisas de bebê. Hoje vi dois posts de mães procurando por cadeirinha que treme e móbile para berço. Ai me peguei pensando: mas precisa mesmo?

As listas de chás de bebê são surreais, se você for comprar tudo que pedem provavelmente vai gastar muito dinheiro e não usar nem metade. Tem coisa que ninguém fala para comprar, como inalador, e que você precisa muito (aqui usamos desde que o Lucas era bem pequeno até hoje).

Voltando ao que motivou o post, além da cadeirinha e do móbile não serem muitos baratos eles afastam a mãe da criança. Sou materna, acredito na criação com a apego, no colo, no peito e esses itens especificamente vão exatamente contra esses princípios.

Um bebê precisa de colo, de carinho, de amor, não precisa de coisas, de brinquedos, de cadeirinha, não tem que dormir a noite toda em seu quarto sozinho. Adoro o Dr. Carlos Gonzales (mas não quer dizer que concorde e siga tudo que ele fala), ele tem uma visão humana de como educar as crianças, entende que elas são únicas, que você não pode padronizá-las. Hoje também recebi link para essa entrevista dele.

Vamos refletir sobre as reais necessidades de nossos pequenos, onde e como gastamos nosso dinheiro, com o que devemos nos importar desde a barriga.

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