Maternidade

O sono e o desmame noturno

Posted by on Aug 31, 2013 in Maternidade, Meu Filho | 3 comments

Quando o Lucas tinha uns 5 meses comprei o livro “Solução para noites sem choro”, um livro ótimo com idéias de como melhorar a noite de sono do seu filho (e claro, a sua também).

Entenda que esse livro não é do tipo que adestra as crianças, não existe mágica, não existe prazo para que a melhora ocorra. Mas a verdade é que nada mudou, Lucas continuou acordando muito e na maioria das vezes queria o peito.

Conversando com as amigas e lendo artigos sobre o assunto percebi que desmame noturno só após 1 ano. Como estava com problemas na lombar “marquei” que começaria quando ele tivesse completado seu primeiro ano de vida, mas ai veio uma gripe, a volta a escola, isso e aquilo e fomos postergando. Até que depois de um mês que travei as costas duas vezes resolvi que não era mais possível adiar. Tomei coragem e comecei.

Mas como desmamar? Reli o soluções, ajustei algumas coisas que não fazia corretamente na rotina dele, li o plano do Dr. Jay Gordon e montei uma estratégia junto com o Pedro, porque sem a ajuda dele seria impossível. Nossa idéia foi: mamar livremente até meia-noite e depois somente após as 5h (porque 5 horas de sono seguidas são uma benção).

Então o Lucas dormiu, foi para o berço e depois das meia-noite Pedro ficou com ele, eu bem escondida no quarto e os dois na sala. Foi um choro só, a madrugada toda, mesmo no colo do pai. Haja coração e estômago, mas sabia que se queria desmamar teria que ir até o fim.

A primeira noite foi, não foi… Lucas chorou muito, eu fiquei acordada ouvindo, Pedro ficou acordado tentando acalmar o pequeno, brincar, ninar, caminhar, mas só o cansaço derrubou o menino.
A segunda noite começou com muito choro, mas ele aceitou melhor ficar com o pai, mas mesmo assim acordou várias vezes. E assim fomos na terceira, quarta, quinta até a décima noite ele acordava e procurava por mim.

Fomos mantendo assim até que tivemos que viajar e ele ficou no mesmo quarto que nós, então não adiantava o Pedro pegá-lo, tinha que ser eu, mas para minha surpresa ele só quis ser acalentado e logo voltou a dormir. Durante a viagem passei mais uma semana apenas com ele e nossas noites foram mais tranquilas.

Hoje em, mesmo doente, ele dorme bem, ele topa ser ninado sem que tenha que amamentar. Essa noite ele dormiu das 20h às 23h e depois até às 5h sem mamar. Mamou e dormiu mais um pouco, até umas 7h quando acordou e nosso dia começou.

Parece um esquema ruim, pois ele acorda, mas não preciso amamentar, tem vezes que nem levanto da cama (dormimos juntos parte da noite).

O desmame não é fácil, precisa de vontade e ajuda, mas só deve ser feito com o bebê maior, quando ele tem maior independência e entende melhor as coisas.

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Mãe ativista

Posted by on Aug 20, 2013 in Alimentação, Maternidade, Pensamentos | 1 comment

Escrevo esse post como parte da blogagem coletiva: Por que sou ativista da amamentação?

Não sou ativista, quer dizer, não sei se sou. Nunca havia pensado em ativismo, engajamento (político, social ou religioso), não sou dessas, sou do tipo que fica vendo a banda passar e torcendo para aquilo que eu acho melhor acontecer. Triste, né?

Mas ai veio a maternidade e tudo ficou diferente.

Quando estava grávida tinha colocado uma coisa na cabeça: iria amamentar. Antes não me importava com isso, mas parei para reparar e percebi que quase ninguém amamenta (de verdade, como recomenda a OMS), a galera tenta e não consegue. Achava isso tão estranho, como pode algo natural (afinal somos mamíferos) não ser possível na grande maioria das mulheres?

Li bastante, relatos de sucesso, de fracasso (esses quando a mãe tem bem claro onde errou ajudam muuuuuuito as mulheres a não cometerem esse erro), conversei com amigas e com consultoras de amamentação. Fui a banco de leite enquanto estava grávida, para conhecer, para saber onde ficava (não saberia se precisaria), marquei com a pediatra indicada pelas amamentantes que que conhecia (que é a médica do Lucas até hoje) e até com o pediatra que iria recepcionar o parto (deixei claro para ele que meu filho viria para meu colo e seria amamentado ao nascer e consegui).

Pronto, tava formada a ativista.

Lucas nasceu, a amamentação teve seus problemas, superamos e continuamos, 18 meses amamentando, alimentando, trocando olhares, carinhos, ganhando mordidas, apertões.

Não é fácil amamentar e por incrível que parece você nada contra a corrente. Da familia que acha um absurdo o bebê grande mamando, dos amigos que se incomodam com seu peito pra fora em qualquer lugar, do médico que quer logo de passar uma fórmula (isso se não sai prescrito da maternidade).

Aprendi que você tem que ser forte e querer muito, mas muito mesmo, porque se tiver uma dúvida essa corrente do contra vai pegar você, te arrastar para longe da amamentação.

Então se você quer procure quem te de conselhos de como permanecer amamentando, pode ser que seja difícil ouvir algumas coisas, mas te garanto que essas sacudidas vão doer menos que a sensação do desmame precoce. Pense nisso, se informe, diga não aos pitacos e siga seu coração.

Boa sorte e se quiser ajuda, estamos aqui.

 

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Apaixonada

Posted by on Aug 18, 2013 in Maternidade, Meu Filho | 0 comments

A gente ama nosso baby desde dos dois risquinhos no teste de gravidez, ai fica doida com as primeiras batidas do coração e atinge o ápice quando olhamos para eles pela primeira vez.

Mas a realidade da maternidade não é tão fácil quanto se imagina. Já contei que o Lucas não foi um bebê fácil (aqui, aqui e aqui), tivemos nossos altos e baixos. Mas nunca deixei de amar.

Tem uns meses que fizemos o desmame noturno (prometo falar disso em outro post) e estamos dormindo melhor (os 3). Isso é um feito, depois de mais de 1 ano dormindo picado conseguir dormir horas seguidas muda sua vida, dá mais ânimo, energia.

Além disso Lucas está mais independente, fica brincando sozinho, assiste um pouco de TV (tb já falei disso aqui).

Nossa relação mudou, não é mais tão simbiótica, dependente, é mais companheira, mais amiga, agora compartilhamos os momentos.

Fora que ele manda beijo, abraça, fala umas coisinhas (mamá, bô, gol, dentre outras).

É por tudo isso que digo que estou apaixonada pelo Lucas, tenho vontade de apertar, morder, beijar.

Muito louca essa relação com os filhos….

 

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Maternamizade

Posted by on Apr 29, 2013 in Maternidade, Meu Filho | 2 comments

Mais uma coisa incrível que a maternidade me trouxe foram as amizades, mulheres lindas, poderosas, mães dedicadas, algumas mudaram até de trabalho por conta da maternidade.

A gente tenta se reunir com certa frequência, bater papo, contar as alegrias e tristezas maternas, nos ajudamos, nos preocupamos umas com as outras e com nossos filhos.

Espero que nossos filhos também se tornem amigos e a gente conviva por bastante tempo.

Obrigada meninas por estarem em minha vida.

 

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Quero colo

Posted by on Apr 2, 2013 in Maternidade, Meu Filho, Vivi | 0 comments

Não para mim, para o Lucas. Desde a cirurgia que não posso ficar com ele no colo e estou sentindo muita falta (e ele também).

Nos dias que minha mãe esteve aqui ele pedia colo direto para ele, aprendeu que comigo não rolava, mas as vezes ela não estava por perto e ele fica insistindo para vir comigo, tive que ser forte para negar.

Esta semana acaba, vou poder pegar meu filho no colo e levar ele para cima e para baixo. Como tem gente que fala que colo faz mal? Até hoje tem dias que tudo que quero é colo.

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Gravidez 2.0

Posted by on Mar 19, 2013 in Grávida, Maternidade, Vivi | 1 comment

Seria a segunda, se não tivesse ocorrido na trompa esquerda e terminado numa cirurgia de emergência.

Agora tá tudo bem, estou em casa de repouso me recuperando do susto que vivi na última sexta, 15/03.

E que susto! Tudo aconteceu muito rápido, muita informação, medo, cirurgia. O Lucas ficou quase 24 horas sem mamar, passamos uma noite inteira separados, o que nunca tinha acontecido antes.

Comecei a sentir dores na quinta a noite, mas achei que eram gases, não dei muita atenção. A dor veio mais forte na madrugada, tomei um paracetamol e voltei a dormir. Mas quando acordei a dor continuava e assim permaneceu a manhã toda. Foi quando decidi ir ao hospital.

Cheguei ao hospital (a mesma maternidade que o Lucas nasceu) por volta de 14h, fui atendida pela médica plantonista que me examinou e perguntou se não havia a possibilidade de gravidez, logo respondi que não, que havia menstruado no final do mês de fevereiro e iniciado o uso de anticoncepcional. Senti muita dor durante o exame de toque. Ela solicitou exame de sangue, BetaHCG (exame que determina a gravidez) e ultrasom.

Fiz os exames de sangue e urina e fiquei esperando a ultrasom na sentada na salinha do hospital. O Pedro, que estava comigo, acabou indo embora e fiquei sozinha. Esperei muito tempo, estava com muita dor e pedi para deitar. Fiquei numa maca e continuava esperando a ultrasom, que demorou muito. Depois de ameaçar ir embora (já estava cansada, com dor e sozinha) consegui fazer o exame (lá pelas 17h).

A médica do ultrasom disse que a cavidade uterina estava com muito líquido e havia algo na trompa esquerda, que poderia ser uma gravidez tubária rompida ou um cisto rompido, teríamos que esperar o resultado do BetaHCG.

Voltei para minha maca, ainda sozinha e esperançosa, achando que iria sair dali com uma receita para aquela dor insuportável, mas logo estaria em casa.

Quando 3 médicos apareceram com os exames nas mãos percebi o que estava para acontecer. Ai um dos médicos sem nenhum tato fala assim: você vai entrar em cirurgia e tirar a trompa. Nessa hora comecei a chorar. Como assim perder a trompa? Como assim cirurgia de emergência?

Outra médica, mais humana, pegou na minha mãe e me explicou que teria que entrar em cirurgia, que era grave, que era urgente. Nessa hora a minha G.O. apareceu, do nada (ou por providência divina) e ela que agilizou tudo para a cirurgia. Quem me operou foi ela e o médico sem noção.

Pedro ficou com o Lucas e a Helô, prima-doula-acompanhante, foi ficar comigo no hospital.

A cirurgia correu bem, mas ganhei uma mini-cesária. E vou falar como uma pessoa que já passou por um parto normal: cesária dói MUITO mais.

Agora estou em casa repousando, sem poder dar colo ao pequeno, com a minha mãe importada de SP para me ajudar com o Lucas, a casa e tudo.

O susto passou, mas as marcas ficam.

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De volta ao trabalho

Posted by on Feb 8, 2013 in Meu Filho, Vivi | 0 comments

Por mais que o Lucas esteja indo a escola desde o ano passado eu não estava trabalhando efetivamente, eu dava uma passada nas lojas, mas não tinha uma atividade certa, nem horário, mas depois das férias voltei muito focada.

Eu ainda passo nas lojas, mas agora a responsabilidade delas é do Pedro (que já era desde antes do Lucas nascer), eu não me meto em nada, mas eu serei responsável pela loja online.

Antes de ficar grávida a gente tinha colocado a loja online no ar, o Pedro que cuidava dela, mas quando eu fiquei grávida e a gente tinha duas lojas ficou complicado cuidar da loja online e resolvemos tirar do ar. Voltar com ela no ar sempre foi um plano nosso mas não estava sendo possível, agora dedico minhas tardes a loja online que em breve estará funcionando novamente.

Estou empolgada, me sentindo útil, inteligente, sensações que ficaram esquecidas (adormecidas) neste ano maternal que vivi.

Adoro ficar com o Lucas (e por isso trabalho meio período), mas adoro trabalhar também, fazer a diferença nos negócios.

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Foram 366 dias

Posted by on Feb 4, 2013 in Maternidade | 0 comments

Ia escrever um monte de coisas, mas o que mais posso dizer além de: TE AMO.

Parabéns filho, hoje é seu dia.

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Falta 1 dia

Posted by on Feb 3, 2013 in Meu Filho, Pensamentos, Vivi | 0 comments

Em contra ponto ao post de ontem vou falar das alegrias da maternidade. Nem tudo são flores, mas existe um campo florido na maternidade:

- Acordar com sorrisinho lindo;

- Ver seu filho se desenvolvendo, quando ele aprende  a sentar, a comer, a andar (e ainda tem falar, abraçar, beijar);

- Ouvir os outros dizerem que ele é lindo, forte, fofo (qq adjetivo vale);

- Receber recadinho das tias da escola falando que ele é um fofo (mesmo ele chorando todos os dias para entrar na sala);

- Perceber que a febe baixou e seu filho voltou a ficar alegre no meio de dias de dodói;

- Ver a alegria dele quando você (ou o pai) chega em casa;

- Mudar toda a sua vida, sua rotina, horários para atender melhor seu filho.

E vale, é muito amor!

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Faltam 2 dias

Posted by on Feb 2, 2013 in Maternidade, Meu Filho, Pensamentos, Vivi | 0 comments

Hoje vou falar de um tema complicado, mas sincero: as dificuldades de ser mãe.

Desculpa gente, mas nem tudo são flores. Tem dias que quero ficar sozinha, quero acordar mais tarde, ver um filme do começo ao fim, mas não posso. Neste post vou enumerar algumas coisas que mudam muito (e não para melhor) depois que você se torna mãe:

- Amamentar pode ser dolorido, complicado e dar trabalho (mas vale por tudo);

- Noites de sono, daquelas bem dormidas não me lembro mais o que são, mas sei que vai melhorar;

- Vida sexual: quem?

- Vida social: só em locais com espaço kids;

- Casa arrumada nunca mais, tem sempre um brinquedo espalhado (ou embaixo do móvel);

- Assuntos que não maternidade, filho, amamentação ficam mais raros.

Mas quando eles abrem um sorriso (banguela ou não) tudo isso fica pequeno, menor e vale a pena.

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